PCB LANÇA CANDIDATURA REVOLUCIONÁRIA AO GOVERNO DO ACRE

Enquanto a farsa da democracia burguesa se organiza nos bastidores para perpetuar o domínio das elites locais, uma nova perspectiva de combate desponta no horizonte das lutas sociais do norte. O Partido Comunista Brasileiro oficializou, em manifesto de sua militância, a decisão de disputar o Governo do Estado do Acre nas eleições de 2026. Esta movimentação não se dá meramente pelo rito institucional, mas como uma necessidade histórica de erguer uma trincheira contra o projeto predatório do capital que hoje asfixia o povo acreano sob a gestão de Gladson Cameli e sua base aliada.

O cenário descrito pelos camaradas é a materialização da luta de classes em sua forma mais crua. No Acre, o Estado foi reduzido a um balcão de negócios onde poucos grupos familiares e grandes empresários dividem o espólio das políticas públicas, enquanto a classe trabalhadora é relegada à condição de mendicância por direitos básicos. A análise comunista é precisa ao apontar que o sistema de saúde e as vagas nas escolas tornaram-se moedas de troca política, funcionando sob a lógica do favor pessoal em uma estrutura que emula a exploração servil dos antigos seringais.

A candidatura do PCB apresenta-se como um grito de basta ao sucateamento deliberado e à terceirização generalizada, que nada mais é do que a transferência do fundo público para o bolso do capital privado. O partido denuncia a hipocrisia da extrema-direita, que se mascara com pautas morais enquanto opera através de orçamentos secretos e esquemas de corrupção, demonstrando que a única “família” que eles protegem é a dos detentores dos meios de produção. Diante de um sistema eleitoral viciado, onde milhões de reais compram cadeiras parlamentares, os comunistas convocam a população a democratizar a democracia, rompendo com o monopólio do poder econômico.

O horizonte proposto é o do Acre Socialista. O programa de governo fundamenta-se na construção de uma alternativa popular que coloque a gestão da vida nas mãos de quem produz a riqueza. Isso implica na defesa intransigente de escolas públicas sob direção de educadores e não de militares, no fortalecimento do SUS, na implementação de uma reforma agrária de base agroecológica e na valorização dos servidores públicos que sustentam a máquina social. É um chamado para que a juventude e os trabalhadores, empregados ou desempregados, unam-se para superar o capitalismo, esse sistema que devasta a natureza e exaure a força humana.

Assumimos, junto aos camaradas, que a mudança começa no chão das ruas, nos bairros e nas escolas. A construção deste plano de governo é um convite à insurgência criativa e à organização coletiva. No Acre, onde o trabalho e a poesia se encontram na resistência da floresta e da cidade, a candidatura comunista levanta-se para provar que outro modo de vida não só é possível, como é a única saída contra a barbárie. Todo poder ao povo.

Carta na íntegra:

 O Partido Comunista Brasileiro (PCB), em consenso com sua militância, optou por disputar as eleições de 2026.

Compreendemos que mesmo com seus limites, um governo de estado pode atuar como um instrumento coletivo que deve estar a serviço do povo para a transformação social.Sempre na defesa dos direitos e da vida digna para os trabalhadores e trabalhadoras.

No entanto, o que observamos é que o Estado do Acre vem sendo governado por um projeto conservador de direita, que privilegia os milionários em detrimento da maioria dos acreanos. Em outras palavras: privilegia poucas famílias enquanto a grande maioria vive na miséria. Sabemos que não é de hoje que as eleições não são sobre democracia, mas sim sobre dinheiro injetado no processo eleitoral. Um candidato a deputado federal injeta mais de 1 milhão de reais numa campanha eleitoral e quem paga a conta é o povo. Precisamos urgentemente democratizar a democracia. Impossível chamar de democrático um sistema em que, no mesmo pleito, um partido recebe milhões via fundos e emendas secretas parlamentares, enquanto outros precisam disputar completamente sem recursos.

O que temos hoje é um projeto que estimula o abandono das políticas públicas, substituídas pela terceirização generalizada, transformando direitos básicos em lucro privado. Um governo transformado apenas em um balcão de negócios para políticos, familiares e grandes empresários de outros estados, sobrando para nossa população, apenas os “favores particulares” daqueles que detém o poder, os patrões e políticos. Algo semelhante aos tempos dos seringais.

No Acre, conseguir um atendimento de saúde, exames, ou cirurgias em tempo hábil? Só com “ajuda” de alguém. Enquanto isso, o povo sofre nas filas sem atendimento e quando ele acontece, muitas vezes, infelizmente já é tarde demais.

Escolher a escola ou o turno de estudo dos filhos e netos é outra complicação, as escolas mais concorridas estão sempre cheias, não existe transparência quando da destinação da criança que sai do ensino municipal, quase não existe opção pelo estudo noturno, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o ensino técnico são completamente esquecidos. Sem falar na completa desvalorização da carreira de professor que em sua ampla maioria são contratos precários e provisórios.

Recuperar objeto roubado é quase ganhar na loteria, isso quando você não recebe a resposta que a viatura está sem gasolina, principalmente se você for da zona rural.

Direitos que deveriam ser de fácil acesso para todos, quando transformados em lucro, acabam sendo vendidos como um privilégio que, ou é caro, ou depende de “favores” para acontecer.

Com esse cenário, parte da população cai num estado de desesperança. E é convencida pelo discurso da extrema-direita. Ela se vende como a protetora da família, da moral e dos bons costumes, o que não passa de uma grande mentira. Na realidade, o que observamos são políticos que sobrevivem por meio de orçamentos secretos e possuem inúmeros escândalos: desde carregamento de drogas em avião e corrupção a peso de ouro em ministérios, até tentativas de assassinatos de líderes políticos de oposição.

O atual projeto político, liderado por Gladson Cameli e sua base de senadores, deputados federais e estaduais, vem sucateando as escolas, privatizando a saúde e desmontando os serviços públicos. Além de desvalorizar os trabalhadores, o governo utiliza cargos comissionados para trocas de favores entre parentes e amigos de parlamentares.

Enquanto o governo faz chacota com ‘dancinhas’ ao invés de garantir direitos, desrespeita a maioria da população empobrecida, as comunidades tradicionais e os povos indígenas. Isso não é fruto do acaso. É uma escolha política deliberada: luxo para os seus e descaso para os trabalhadores.

Precisamos romper com esse modelo e construir uma alternativa popular. Nesse momento os trabalhadores, empregados e desempregados, com a força da juventude precisam apontar a direção correta para superar o status quo da sociedade, superar o capitalismo enquanto sistema vigente predatório da natureza e explorador do trabalho da população, especialmente dos mais pobres e vulneráveis.

A construção dessa nova realidade passa pela nossa capacidade de voltar a sonhar, de voltar a lutar por nós mesmos de maneira unida, essa mudança começa em cada trabalhador, trabalhadora e em seus filhos, segue na nossa rua, no nosso bairro, nas escolas e em toda sociedade. Como diz na Constituição Federal de 1988, “todo poder emana do povo”.

O Partido Comunista Brasileiro vem apresentar uma candidatura ao Governo do Estado do Acre, para a construção de um estado que tenha luz própria, um estado anticapitalista, um caminho alternativo na política acreana, o Acre socialista.

Estamos propondo um projeto político popular e democrático junto aos trabalhadores e trabalhadoras. Na defesa de escolas públicas dirigidas por educadores e não por militares; mais investimentos para o SUS e para a saúde da família; valorização da cultura e lazer, investimento no esporte, reforma agrária, valorização dos servidores públicos e produção agroecológica que fortaleça o mercado interno e alimente o nosso povo de forma justa e limpa.

Convidamos você a participar da construção desse plano, que será elaborado por uma diversidade de mentes e corpos, durante e após a campanha para governo do Estado do Acre. Vamos construir um Acre com política e poesia.

fonte: pcb.acre

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